ATÉ A FOME VARIA ENTRE AS DIFERENTES CLASSES E PESSOAS?
A fome atinge um número elevado de pessoas no Brasil e no
mundo. Apesar dos grandes avanços econômicos, sociais, tecnológicos, a falta de
comida para milhares de pessoas no Brasil continua. Esse processo se deve, em
grande parte, à desigualdade de renda: a falta de dinheiro faz com que cerca de
32 milhões de pessoas passem fome, mais 65 milhões de pessoas que não ingerem a
quantidade mínima diária de calorias, ou seja, se alimentam de forma precária.
Na base do cérebro se encontra a chave para
controlar o apetite: o hipotálamo, uma glândula que recebe informações sobre o
estado de suas reservas energéticas e ativa a sensação de fome quando estas
diminuem. Provavelmente o hipotálamo
dos 32 milhões de brasileiros que passam fome os avisa constantemente que eles
precisam comer, o que nem sempre é saciado.
Esse controle metabólico é normal. Cruel, mas normal.
Talvez, se pudessem, os brasileiros que convivem com a fome “avisariam” aos
seus cérebros que já estão cientes de que precisam de mais nutrientes e não podem
suprir sua necessidade devido a uma deficiência social.
Mas até a fome parece ser submetida à disparidade social e comportamental no sentido de que esse metabolismo de procura por nutrientes às vezes assume
comportamentos diferentes entre as pessoas . Por isso, às vezes estamos “morrendo
de fome” após apenas poucas horas sem comer e em algumas situações de estresse ou
euforia parecemos “nos esquecer da fome”.
Quando
aparecem problemas de origem nervosa ou psicológica, o hipotálamo se desajusta
e os sinais emocionais se misturam com os sinais referentes aos alimentos no
organismo. Há pessoas que ante a uma situação de estresse recebem sinais de
saciedade do hipotálamo e deixam de sentir fome, emagrecendo ante as situações
de tensão. Isso provavelmente não acontecerá a uma pessoa que está a horas
procurando um alimento e a obtenção de nutrientes se tornou meta imediata do
seu organismo. Não se está dizendo que algumas pessoas estão imunes ao efeito
negativo de situações estressantes. Entretanto, a fome constante parece muitas
vezes mascarar o efeito negativo que tais situações poderiam exercer.
Dessa
forma, pode-se perceber que o mecanismo da fome, embora pareça tão
simplificado, depende de complexas interpretações neurológicas sobre o nosso
estado físico em determinados momentos. Embora a fome ainda seja fator
universal e não faça distinção entre quem pode e não poder se alimentar
adequadamente, seu conceito e sua percepção parecem variar. Ademais, certamente
que a fome ainda se apresenta como um problema sofrível num país que se
apresenta como um dos maiores produtores mundiais de alimentos.


Muito bom!!! O problema da fome é um dos maiores no Brasil e ele só tende a crescer com as desigualdades ainda presentes... A charge representa bem essa desigualdade. A publicação conseguiu esclarecer o "mecanismo" da fome que assola o país.
ResponderExcluirMuito boa a forma com que a postagem relaciona os aspectos bioquímicos da fome com seus efeitos em ocorrências cotidianas. De fato, a fome é um grande problemas no nosso país, visto que a sede pelo poder engloba muitos recursos os quais deviam ser investidos para melhorar a situação da fome no Brasil.
ResponderExcluirÉ interessante saber como uma simples sensação denominada "fome" depende de variáveis biológicas, químicas e sociais. Desta forma, podemos podemos nos tornar cientes da importância de combater esse mal que assola a humanidade, uma vez que uma simples reação química em nosso corpo pode gerar consequências sociais devastadoras.
ResponderExcluirGostei muito da abordagem feita, pois conseguiu expor esse problema social - que é tão grave - mostrando também o mecanismo químico a qual o nosso corpo é submetido. Essa triste realidade ainda se faz presente em grande parte do país e precisa, pois, de um maior conhecimento da população a respeito, para que seja amenizado.
ResponderExcluirUma abordagem muito interessante! A forma como envolveu'se a biologia com outras áreas do conhecimento, tal como a geografia, mostrou'se bastante pertinente e auxiliou em um melhor entendimento sobre a fome. Nosso corpo possui todo um mecanismo que busque nos manter sempre em um estado de saciez em relação as necessidades nutricionais, mesmo que essa necessidade não possa ser atendida por boa parte da população e necessite ''mascar'' um fenômeno que é natural.
ResponderExcluirTema de indiscutível importancia, a fome foi aqui abordada de uma forma ampla e envolvente. Curiosa a ideia hipotetica da possibilidade de parar com o sofrimento da fome daqueles que pouco podem fazer para sacia-la. Muito interessante, tambem, a associacao desse mal com disparidades sociais. Em suma, excelente texto! Aguardo novas postagens.
ResponderExcluirUm dos textos mais massas que ja li nos blogs! Uma linguagem acessivel e uma mistura de conhecimentos que ficou bem legal. E quem dera mesmo se pudessemos controlar nosso hipotálamo!!
ResponderExcluirTexto bastante acessível, o que deixou seu post mais enriquecedor foi a relação que você usou entre o problema da fome e o funcionamento biológico do corpo, além do uso da charge que crítica a nossa imensa desigualdade social.
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