EFEITOS DA CARÊNCIA DE PROTEÍNAS
Continuando com as
postagens sobre os efeitos bioquímicos da fome, especialmente olhando para o
Brasil, falaremos agora um pouco sobre quais os efeitos inerentes à carência de
proteínas no organismo humano.
A fome crônica é uma
carência constante de alimentos suficientes para manter o organismo em perfeito
funcionamento. Difere da fome aguda, que
é um tipo de fome intensa e momentânea, causada pela privação temporária de
alimentos. Os indivíduos ou populações sujeitos à fome crônica pertencem
a comunidades pobres, são pessoas desnutridas e que desenvolvem diversas doenças
em consequência da falta de nutrientes necessários para a constituição de saúde
física e intelectual.
Nesse intuito, essas
pessoas frequentemente são acometidas com a falta de proteínas no organismo, o
que, devido às inúmeras funções desses compostos poliméricos no corpo humano,
certamente trará graves prejuízos.
As proteínas são responsáveis pela
formação e manutenção dos tecidos celulares e pela síntese dos anticorpos
contra infecções. Produzem ainda energia e ajudam na formação da hemoglobina do
sangue e de variadas enzimas.
Em casos de carência, a falta de
proteínas causa debilidade, edemas, insuficiência hepática, apatia e até baixa
das defesas do organismo. Em caso de excesso, existe o risco de acidificação
sanguínea, gota e doenças renais e reumáticas.
Comparando-se o
rendimento energético das principais macromoléculas ingeridas pelo ser humano
tem-se, em ordem de prioridade de oxidação:
- carboidratos (4 kcal/g)
- lipídios (9 kcal/g)
- proteínas (4 kcal/g)
Percebe-se então que
as proteínas são a “última escolha” do organismo para se manter nutrido e,
assim, uma pessoa que apresenta carência de proteínas provavelmente está
passando por um grave quadro de desnutrição ou não está se alimentando de forma
adequada (está suprimindo um ou mais aminoácidos essenciais de sua dieta).
Nesse contexto, é importante destacar o caso da dieta vegana: devido à
suspensão de quaisquer alimentos de origem animal, o senso comum leva a pensar
que tal dieta é sempre insuficiente. No entanto, com o planejamento
adequado, uma dieta vegana é capaz de fornecer toda a proteína necessária ao
organismo humano em qualquer fase da vida, o que inclui também a infância e a
gestação. Isso é verdadeiro não apenas em termos de quantidade, mas também em
termos de qualidade, haja vista que as fontes vegetais de proteína fornecem
todos os aminoácidos essenciais de que o corpo humano necessita. As
fontes de proteína principais são as leguminosas (feijões, lentilha, ervilha,
grão-de-bico, soja e derivados) e as oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas e
sementes, como as de gergelim e girassol). Os aminoácidos obtidos dessas fontes
ricas em proteína são completados por um aminoácido encontrado nos cereais
integrais. Apesar de não serem alimentos ricos em proteínas, os cereais
integrais contribuem completando as boas fontes anteriormente citadas,
garantindo assim uma ingestão completa.
Mais uma vez vê-se
que a fome é universal e não se importa com o preço do prato em que se come,
mas sim a qualidade do alimento que ele contém.
REFERÊNCIAS:
- http://www.alimentacaosaudavel.org/Proteinas.html
- http://www.nutriveg.com.br/sobre-a-suficiecircncia-proteacuteica-da-dieta-vegana.html
- http://www.significados.com.br/fome-aguda





É interessante observar que até por uma influência cultural, a dieta do brasileiro é baseada no consumo excessivo de carboidratos e pouco se fala nas proteínas. Proteínas são biomoléculas muito versáteis, uma vez que podem ter uma enorme variedade de funções, como enzimatíca, imunológica, transporte e hormonal. No entanto, diferentemente de lipídios (tecido adiposo) e carboidratos (glicogênio), não temos uma reserva para armazená-las. A reposição delas deveria ocorrer em uma dieta rica em proteínas, não em carboidratos.
ResponderExcluirAs proteínas possuem um grande poder metabólico no organismo. De fato, são imprescindíveis para a vida. É importante destacar que esse alto poder metabólico proteico deve-se principalmente ao fato delas poderem se transformar tanto em lipídeos quanto em carboidratos em vias metabólicas distintas, porém complementares. Devido a este fato, uma alimentação rica em proteínas é mais completa que, por exemplo, uma extremamente rica em carboidratos, como foi tenuamente citado (porém não discutido) na postagem.
ResponderExcluirAs proteínas possuem inúmeras funções em nosso organismo( como transporte, defesa, controle de metabolismo, sustentação estrutural de células e tecidos), fato que explica, em parte, a alta necessidade delas em nossa alimentação. Concomitantemente, sua capacidade em transformar-se em carboidratos e lipídios(fato que somente ela consegue realizar de maneira natural) através de uma via glicolídica em que os aminoácidos transformam-se em piruvato e acetil-coA alidada à necessidade constante de proteínas em nosso organismo, a existência de aminoácidos essenciais e a impossibilidade de armazenar proteínas explica porque a falta do consumo de proteínas está associada a fome crônica
ResponderExcluirComo visto na bioquímica, as proteínas são multifuncionais no nosso metabolismo a partir do momento em que elas podem ser convertidas em lipídios, aminoácidos e até mesmo carboidratos. A reserva proteica deve estar bem definida em nosso organismo antes de qualquer tipo de atividade, por mais simples que ela seja. Levando em consideração este fato, vemos que a população mais carente literalmente "sobrevive", já que como foi dito anteriormente a dieta dessas pessoas é basicamente carboidratos, que constituem nossa fonte de energia de primeira estância. Desta forma, eles estão sempre acabando com suas energias e tendo que repor o mais rápido possível, uma vez que a carência de proteinas em seus organismos não permite um prolongamento das atividades rotineiras. Isso irá influenciar a vida dessas pessoas em vários aspectos: Como no trabalho, na escola e nas atividades de lazer.
ResponderExcluirA importância da alimentação adequada de proteína decorre do fato de ela ser sintetizada apenas através de outra proteína, assim o corpo necessita de níveis adequados da mesma, além de ela sintetizar carboidratos e lipídeos, provando como é essencial. Cabe aqui comentar acerca de diversas doenças que ocorrem devido a um baixo consumo de proteínas: Kwashiorkor, conhecida como "mal do filho mais velho", pois se apresenta em crianças que são desmamadas antes do tempo adequado e passam a ser alimentadas com produtos ricos apenas em carboidratos, a deficiência em proteínas e vitaminas faz com que o ocorra alteração no fígado (hepatomegalia) que ocorre pela carência apolipoproteínas que transportam os lipídios do fígados para os outros tecidos corporais e costumam confundir pessoas simples a achar que os filhos estão bem alimentados e gordos, as vítimas dessa doença têm baixa imunidade e nas crianças pode causar problema no desenvolvimento e em alguns casos retardo mental. Observa, portanto, como as proteínas são essenciais, sendo a subnutrição decorrente dela um problema de saúde pública, que pode ser evitado APENAS com um alimentação adequada, contudo não existe programas de saúde que visem informar a população acerca da forma correta de alimentar, mas não se pode esquecer o problema maior acima de tudo: o acesso difícil a uma nutrição correta pelos pobres, decorrente dos altos preços de muitos alimentos.
ResponderExcluirLegal esclarecer que o vegano consegue,com uma ajuda nutricional,levar uma vida normal e sem deficiência em nutrientes .A função das proteinas é de fundamental importância em uma dieta,incluindo catalisar reações, estruturar partes do corpo, regular o metabolismo e atuar no sistema imunológico,sua ausencia ou carencia causa inúmeros distúrbios,por isso a dieta deve ser equilibrada.
ResponderExcluirA deficiência de proteínas, de uma maneira geral, altera todo o mecanismo de renovação celular do organismo. Quem tem uma ingestão insuficiente ou errada, comumente apresenta queda de cabelos, unhas frágeis. Em crianças, observamos déficit de crescimento, dificuldade de aprendizado, raciocínio mais demorado. Poderão ocorrer as anemias ferropriva e megaloblástica, por deficiência de ferro e vitamina B12. O consumo de proteína deve corresponder de 10 a 15% do que for consumido. A alimentação do brasileiro, de maneira geral, costuma extrapolar essa quantidade, não só pelo consumo de carne por parte de muitas pessoas, mas pelo consumo exagerado de leite e pela própria combinação de arroz e feijão. Proteínas são encontradas com facilidade em inúmeros alimentos, comumente consumidos pela população. O que precisa ser levado em conta é também a qualidade dessa proteína. Não basta ingerir uma quantidade adequada, se a qualidade da proteína não é boa. Muitas pessoas acreditam que somente substituir carne por soja já é suficiente e, na prática, percebemos que não é. Até porque o consumo exagerado de soja tem implicações negativas para o organismo e, grande parte da soja está transgênica, ou seja, com muitas alterações em sua composição. É necessário um cuidado maior ainda com a oferta frequente de leite de soja a crianças pois pode favorecer a menarca (primeira menstruação) precocemente nas meninas e deixar os meninos com características femininas (cintura, mamas, etc). Isso porque a soja contém a isoflavona, que tem uma semelhança bem grande ao estrógeno, que é um hormônio feminino, muito utilizado em pílulas anticoncepcionais.
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